O terceiro dia de julgamento de Lindemberg Alves terminou por volta das 19h40 desta quarta-feira (15). O debate entre acusacão e defesa ficará para esta quinta-feira (16), data em que a sentença deverá ser proferida. Pela primeira vez o réu sobre os crimes que cometeu dentro do imóvel onde manteve Eloá Cristina Pimentel em cárcere privado por mais de 100 horas. Durante depoimento, admitiu ter atirado na ex-namorada, pediu perdão à família da jovem e entrou em contradição em alguns momentos.
foto divulgação
Entre os crimes ao qual é acusado, Lindemberg assumiu ter atirado e matado Eloá. Segundo ele, em momento algum este era seu objetivo. O que aconteceu, de acordo com o réu, é que no momento em que houve a explosão na porta para que os policiais invadissem o imóvel Eloá teria feito um movimento que o fez achar que iria em sua direção. "Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei. Foi tudo muito rápido”, disse. "Não posso dizer se atirei ou não na Nayara. Eu não me lembro”, completou.
Quanto ao crime de cárcere privado, o réu afirmou que não obrigou Victor, Iago e Nayara a ficarem dentro do apartamento, apenas exigia que Eloá não saísse do local. Tal informação é contraditária, uma vez que Iago e Victor informaram que eram obrigados a permanecer no local. Lindemberg também negou que tenha atirado no sargento da Polícia militar Atos Antonio Valeriano. “Ele não estava no meu campo de visão”, disse. Porém, algumas pergunta depois entrou em contradição e disse que tentou atirar em um dos policiais que participavam das negociações.
O réu também negou que agredia a namorada e afirmou que as manchas roxas espalhadas pelo corpo de Eloá apareciam quando ela ficava nervosa.
Traição
Lindemberg afirmou que foi até a casa da vítima com a intenção de conversar com a jovem, mas que ficou surpreso ao encontrar amigos dela no local. Como haviam reatado o namoro há pouco tempo, o réu afirmou que ficou desconfiado que Eloá o havia traído com Victor. Lindemberg afirma que conversou com o jovem e que este havia confirmado que ele e Eloá haviam se beijado. Segundo o réu, isto contribuiu para que ele ficasse nervoso e desse prosseguimento ao cárcere privado.
Questionado sobre o porque estava armado, uma vez que havia ido até o apartamento apenas para conversar com a vítima, Lindemberg explicou que estava sendo ameaçado e que a arma era uma forma de se proteger, porém não soube explicar o motivo das ameaças muito menos quem o estava ameaçando. A arma foi comprada por R$ 700.
Representante da acusação perguntou por que, na opinião dele, o primeiro advogado havia deixado o caso. Como resposta ouviu: "acho que ele não tinha `cacique` (sic) para me defender".
Perdão
O réu afirmou que tinha uma ‘dívida’ com a família de Eloá e pediu perdão pelo ocorrido. “Infelizmente foi uma vida que se foi, mas em alguns momentos levamos aquela situação como se fosse uma brincadeira", disse.
Quebra de confiança
Durante o julgamento o réu explicou ainda que sua intenção era se entregar à polícia, mas que temia por sua segurança. Lindemberg chegou a citar o caso do ônibus 174, ocorrido no Rio de Janeiro, onde policiais atiraram contra o seqüestrador – mas acabaram atingindo a vítima.
Justamente por estar com medo é que o réu informou que deu a entrevista ao vivo para uma emissora de TV. Para ele, esta ideia teria vindo de Nayara ou Eloá como forma de garantir sua segurança.
Segundo ele, durante as negociações pediu aos policiais que ficassem longe da porta de entrada do apartamento, mas que perdeu a confiança na PM quando viu a maçaneta da porta se movimentar. Outro momento de desconfiança ocorreu quando percebeu uma ‘movimentação estranha’ ao redor do apartamento.
Com informações do reporterdiário
videojornal nacional/yutube

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