الأربعاء، 16 مايو 2012

Cláudio Guerra sofreu atentado nesta madrugada, denuncia senador

Paulo Paim denuncia um atentado ocorrido nesta madrugada contra o ex-delegado do DOPS. No livro “Memórias de uma guerra suja”, Claudio Guerra narra crimes da Ditadura nunca divulgados
O senador Paulo Paim (PT-RS) acaba de subir à tribuna para denunciar um atentado ocorrido nesta madrugada contra o ex-delegado do DOPS(Departamento de Ordem Política e Social) Cláudio Guerra.

No livro “Memórias de uma guerra suja”, dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, Guerra confessou o assassinato e a incineração de diversos presos políticos, além da participação em atentados a bomba como o do Riocentro, denunciando os nomes de seus comparsas.

Segundo Paim disse na tribuna, três homens cercaram a casa de idosos no interior do Espírito Santo, onde o delegado estava escondido, e um deles ameaçou atirar.

Logo após o discurso, Paim falou ao Poder Online:

Emocionada, Dilma diz que ‘nunca pode existir história sem voz’
Presidenta instalou a Comissão da Verdade, que tem como objetivo investigar violações dos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura

A presidenta Dilma Rousseff instalou nesta quarta-feira a Comissão da Verdade, que investigará as violações dos direitos humanos durante o período de 1946 a 1988 - o que inclui a ditadura militar (1964 - 1985) - mas sem poder punir os responsáveis pelos crimes. Próximo ao fim do seu discurso, Dilma, que foi presa política durante o regime militar, ficou bastante emocionada, conteve o choro e continuou o pronunciamento com a voz embargada.

"A desinformação não ajuda apaziguar, apenas facilita o trânsito da intolerância. A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade. As novas gerações merecem a verdade, sobretudo os que perderam parentes e amigos”. E continuou: “Se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulo, se existem túmulos sem corpos, nunca pode existir uma história sem voz”, disse a presidenta.

Dilma abriu seu discurso, proferido após a posse oficial dos membros da comissão, citando Ulysses Guimarães, "o senhor Diretas", e destacando que a verdade, acima de tudo, "é o contrário do esquecimento". "A palavra verdade, na tradição grega ocidental, é exatamente o contrário da palavra esquecimento. É algo tão surpreendentemente forte que não abriga nem o ressentimento, nem o ódio, nem tampouco o perdão. Ela é só e, sobretudo, o contrário do esquecimento. É memória e é história. É a capacidade humana de contar o que aconteceu. Ao instalar a Comissão da Verdade não nos move o revanchismo, o ódio ou o desejo de reescrever a história de uma forma diferente do que aconteceu, mas nos move a necessidade imperiosa de conhecê-la em sua plenitude, sem ocultamentos, sem camuflagens, sem vetos e sem proibições", afirmou.

fonte:poder online/ultimo segundo

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